O Feminismo e a verdadeira liberdade


O feminismo lutou tanto pela emancipação da mulher e pelo direito a liberdade que acabou escravizando-a. O desejo do Movimento era transformar o mundo em um local completamente equilibrado, onde o machismo fosse abolido e restasse apenas um local habitado por andrógenos exatamente iguais, exceto por alguns pequenos detalhes anatômicos.

Não se pode negar que o Movimento teve suas conquistas. Hoje a mulher pode fazer uma faculdade, trabalhar fora, ter direito a aposentadoria etc. Mas em contrapartida, ela perdeu o direito de ser mãe e esposa de tempo integral. Como assim? É exatamente isto, teve seu direito caçado. Se você notar, visualizará uma pressão social terrível sobre todas as mulheres que declararam ter prazer em cuidar exclusivamente da família.  Mulheres que querem e escolhem cuidar do lar são tidas como “bestas”, “ultrapassadas” e por vezes “ignorantes”.

Mas será que a sociedade realmente tem agido assim? Faça um teste. Eu te desafio a folhear as páginas de qualquer livro escolar de seus filhos em busca de uma única figura que exalte o trabalho que as mulheres fazem como mães e esposas. Na nossa sociedade, este tipo de serviço tem sido visto como vil, escravo ou um mísero e patético papel de uma pessoa iletrada. Note quão raro é escutar uma noiva dizer: “não quero trabalhar fora depois que casar.” Posturas assim, são taxadas como absurdas e completa alienação. Infelizmente o papel da mulher na família é visto assim, porque o valor de uma mãe e de uma esposa simplesmente tem sido extirpado do registro de cultura oficial. Para sermos honestos nesta abordagem, apenas o comércio e a mídia valorizam bastante o dia das mães e por motivos não tão nobres assim.

Em um artigo do jornal Los Angeles Times de 11 de fevereiro de 1993 (A erosão da igualdade russa), muitas mulheres russas afirmaram que encaravam a verdadeira liberdade como a capacidade de serem mães e esposas em tempo integral. Opção esta, que há muito tempo fora proibida. Uma pesquisa de opinião pública na Rússia constatou que muitas mulheres não trabalhariam fora se tivessem escolhas. Mas como assim ter escolhas? Elas não são livres? Pois é, deveriam ser. Conseguiram a tão sonhada projeção social, a tão sonhada liberdade, mas o fato é que se libertaram de algumas cadeias para serem presas por outras.

Fato é que a realização profissional nunca poderá proporcionar a alegria de cuidar, educar e proteger um filho. O que acontece nos nossos dias? As mulheres estão trabalhando fora e os filhos estão entregues a educação de babás e as escolas de dois turnos. Em detrimento de um grito como o do Ipiranga, os filhos estão sendo sacrificados no altar de Baal. Há longo prazo, certamente a sociedade vai sofrer as consequências de suas próprias decisões.  


Quero encerrar este post afirmando que eu não sou a favor do machismo. Mas também não sou a favor do feminismo. São dois opostos perigosos e pecaminosos. Se você é mulher e tem a oportunidade de trabalhar fora e prosseguir na carreira profissional, amém. Tenho apenas dois alertas para fazer. Cuidado para não sacrificar o que há de mais importante na vida, por causa de um sonho implantado em sua mente pela sociedade. Cuidado com o orgulho ferido da mulher, o desejo de provar que pode e consegue ser melhor do que o homem. E por favor, você que luta a favor dos direitos das mulheres, coloque na sua pauta o direito da mulher de ser esposa e mãe de tempo integral sem ser recriminada. Seja militante de uma verdadeira liberdade feminina. Cuidado com a opressão silenciosa!

DEIXE-ME CHORAR, ESTOU COM SAUDADE


Lembro que fui aconselhado na mais tenra idade com as seguintes frases: “chorar é coisa de mulherzinha”. “Homem que é homem não chora”.  “Chorar é coisa para bêbados.” “Chorar é o artificio dos fracos”. Hoje, lembrando-se destes conselhos, tento fazer diferente, pois certamente aprendi algo escravizador. Talvez seja por isto que sinta um enorme pesar ao olhar para algumas pessoas que se flagelam para suportar tanta dor com excessiva rigidez e disciplina. Icebergs ambulantes. Seres despedaçados, mas que lutam contra seus olhos para que nenhuma lágrima possa verter. Como se as lágrimas fossem prostitutas indecentes, corpos licenciosos que precisam ser ocultados a qualquer custo. Infelizmente temos o peito rasgado, a alma saqueada, o coração ensanguentado e ainda precisamos manter a compostura, manter a prática que aprendemos na escola dos brutos. Talvez este seja o melhor momento para afirmar que “os brutos também amam”.

O que somos afinal? Homens ou máquinas? O que carregamos no lado direito do peito, um coração ou um motor? Quer saber por que choramos? Simplesmente porque fomos capacitados por Deus com o dom de sentir. Somos seres que amam, que se alegram, que riem, que sofrem e que também choram. Chorar não é vergonhoso, não é um ato indecoroso. Nós não fomos criados por Deus para sermos apáticos a realidade que nos cerca. Somos seres sensíveis e precisamos continuar sendo. Dizer para alguém não chorar é quase bárbaro. É uma tentativa, mesmo que inconsciente, de petrificar um coração de carne. Certamente, quem consola tem a melhor das intenções, mas precisamos aprender tanto a deixar nosso espírito se expressar por meio do pranto, como tentar entender melhor a dor das pessoas.

Não é por acaso que cientificamente alguém que tem seus sentimentos enrijecidos, cauterizados a ponto de não mais se comover com uma tragédia é considerado um enfermo, alguém com uma psicose. Não estou afirmando, em nenhum momento, que alguém que não chora é um psicopata, só estou dizendo que ser privado por algum motivo de ter remorso, pesar e afeição é uma atitude anormal e digna de tratamento. Certamente as pessoas reagem de formas bem diferentes as calamidades. Se você não chora, mas sente grande pesar, amém. É sinal de que você ainda está vivo. Mas te aconselho a ser mais compreensivo e não condenar a quem chora. E você que chora também não condene a quem não chora, pois uma grande dor pode está alojada naquele coração mesmo que o pranto não seja visível. Tentemos seguir as instruções do apóstolo Paulo: Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. (Romanos 12:15) 

Gostaria de te lembrar que muitos personagens bíblicos choraram. Abraão chorou (Gn.23:2). Esaú chorou (Gn.27:38). Jacó chorou (Gn.29:11). José chorou (Gn.43:30). O povo de Israel chorou (Dt.34:8). Rute chorou (Rt.1:9,14). Ana chorou (I Sm.1:10) Davi chorou (I Sm.20:41). Jó chorou (Jó 30:25). Jeremias chorou (Lm.1:16). Maria chorou (Jo.11:33) Pedro chorou (Mt.26:75). Paulo chorou (Fp.3:18). Timóteo chorou (2 Tm.1:4). João chorou por não haver ninguém digno de abrir o livro de sete selos (Ap.5:4). Leia o que disse A.W Tozer:

“Os salmistas com frequência escreviam chorando, os profetas mal conseguiam ocultar suas tristezas. Paulo em epístola alegre aos filipenses, derramou lágrimas ao pensar nos muitos inimigos da cruz. Os grandes líderes da história do cristianismo tiveram seus ministérios regados por lágrima. Não existe poder nas lagrimas em si, mas as lágrimas e o poder sempre estiveram juntas da Igreja de Cristo.”

Quero encerrar este texto trazendo a sua memória que Jesus também chorou. Não apenas uma vez, mas duas. Você leu direitinho, Jesus chorou. (Lc.19:41 e Jo.11:35) O maior homem de todos os tempos chorou. Podemos certamente dizer com estas passagens, que havia lágrimas na face de Deus. Será que você teria a ousadia de dizer para Jesus que “homem não chora”? Cristo, de fato, nos ensina que precisamos olhar mais para seus atos, seguir seu exemplo de hombridade. Cristo chorou pelos perdidos e por seu amigo Lázaro. É por isso que também me sinto livre para chorar por você meu amigo e companheiro Henrique Klein.

Quero encerrar não apenas afirmando que podemos chorar, mas que este mundo é o único lugar para este tipo de atitude, pois no céu nossas lágrimas serão enxugadas. (Ap.7:17 e Ap.21:4) Quer uma promessa? Reflita com carinho neste texto, Lucas 6:21b:  


Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir.

O casamento e a Trindade



Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja ; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.
   Gênesis 2:18


Deixe-me fazer uma pergunta para você refletir: Como Deus poderia saber que não era bom que o homem estivesse só? Já pensou nisso? Como Deus poderia dizer que a solidão não era boa, se Ele mesmo esteve toda a eternidade antes da criação sozinho?
Se nunca pensou sobre isto, gostaria de te convidar a notar a beleza do Deus do Cristianismo. Você sabia que o Cristianismo é a única religião do mundo capaz de responder a este questionamento? (Na filosofia esta discussão seria a respeito de pluralidade e unidade. Como um Deus uno pode criar a pluralidade?) A Bíblia é o único livro capaz de explicar o anseio no coração do homem por se relacionar, por ter um companheiro ao lado, ter alguém. Como explicar este desespero das pessoas por ter um parceiro? Um casamento mal acaba e as pessoas já entram em outro, não conseguem permanecer sozinhas, por quê? Qual é a sua resposta? Caro amigo só a Trindade é capaz de responder a estas indagações.

Primeiramente, Deus podia julgar que não era bom que o homem estivesse só, porque o nosso Deus nunca foi solitário. Ele nunca sentiu solidão. Diferente do Deus do corão, budismo etc. Só as três pessoas da Trindade sempre mantiveram uma comunhão perfeita e eterna. Só o Deus do cristianismo é 3 e 1 ao mesmo tempo. Isto é singular e exclusivo. Por isso não aceitamos a ideia de que todo Deus é igual. Que todos os caminhos levam ao mesmo Deus. O Deus do Cristianismo é único. Note a importância da doutrina da Trindade. Ela interfere diretamente nos relacionamentos humanos. Outro ponto importante e que também precisa ser destacado está no versículo de Gn.2:24

Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.

Há séculos tem-se tentando explicar em sua plenitude o que significa marido e mulher serem 2 e 1 ao mesmo tempo. Alguns teólogos têm dito que aponta para uma união sexual, união psicológica, união física, união social etc... Concordo com todos estes pontos. Mas creio que jamais teremos a compreensão exata. Sabe por quê? Porque estamos diante da mesma fórmula da trindade. Como entender 3 pessoas e uma essência? Da mesma maneira, como entender 2 pessoas e 1 essência (uma só carne)? Note que a família é uma imagem de Deus na terra. Não é por acaso que a instituição família é tão atacada. Na verdade o ataque é direcionado a Deus.

Quer compreender a família? Conheça primeiramente o Deus que formou esta  belíssima estrutura. Encerro com uma fórmula matemática.

"A MATEMÁTICA DO CASAMENTO
O livro de Eclesiastes fala sobre o cordão de três dobras e abre nosso entendimento para compreendermos a matemática do casamento:
1) 1 + 1 = 1 
2) 1 + 1 = 2
3) 1 + 1 = 3
Como entender essa equação? 1) Marido e mulher tornam-se uma só carne, ou seja, 1 + 1 = 1; 2) Marido e mulher ao se unirem em casamento não perdem a individualidade, portanto, 1 + 1 = 2; 3) Marido e mulher se unem na presença de Deus, e Deus é terceira dobra do cordão. Assim, 1 + 1 = 3."
Hernandes Dias Lopes

A VOZ DO CORAÇÃO


Dizem que homens devem ser fortes e que a força de um homem, em meio a desgraça, se percebe em sua face sem lágrimas. Mas como celebrar uma estóica ausência de lágrimas? Como insistir em nunca externar o que dentro está sangrando? Será que suportar chorando não requer tanta força quanto nunca chorar? Por que devemos sempre esconder o nosso sofrimento? Não devemos, por vezes, permitir que as pessoas o vejam e participem dele? Por que é tão importante parecer forte? Fui agraciado com a força para suportar, mas fui agredido e ferido, gravemente ferido. E feridas são desagradáveis, eu sei, causam repulsa. Mas será que elas devem ser escondidas?

A propósito, o que você diz a alguém que está sofrendo? Algumas pessoas são dotadas de palavras de sabedoria. Por elas, somos profundamente gratos. Mas nem todas são assim, algumas delas falam sem pensar, coisas estranhas, sem nexo. Tudo bem, nem sempre as palavras têm de ser sábias. No final das contas, a intenção com que se fala é mais importante do que as palavras pelas quais se fala.

Bom, se você não imagina algo para dizer, diga apenas “Não sei o que dizer, mas quero muito que você saiba que estou solidário com seu sofrimento.” Ou então apenas abrace, simples assim. Mas, por favor, não diga que a morte não é realmente tão má, porque é sim! A morte é terrível, demoníaca. Se você pensa que seu dever como amigo é me dizer que “realmente, considerando todos os ângulos, as coisas não são tão más assim” você não se aproxima de mim e de minha angústia. Pelo contrário, você se coloca muito distante de mim. E a essa distância, você em nada me ajuda.

O que necessito ouvir de você é que de fato você reconhece o quanto a morte é dolorosa e que você realmente está comigo em meu desespero. Para me confortar, você tem de chegar perto de mim. Venha aqui, sente-se ao meu lado, no meu banco de luto. Venha olhar o mundo através das lágrimas. Talvez você veja coisas que jamais veria com os olhos secos.

Lamentação escrita pelo filófoso Nicholas Wolterstorff, na ocasião em que seu filho Erie, de então 25 anos, morreu tragicamente num acidente de alpinismo na Áustria.

Podemos lamentar diante da tragédia? Não é pecado?


Tenho aprendido a muito tempo que diante do sofrimento o crente fiel deve se resignar. Tenho escutado que a atitude do verdadeiro filho de Deus é sempre positiva independente do que aconteça. Crente lamentando? Nem pensar. Mas será que este ensinamento condiz com a Palavra de Deus? Ou é mais uma daquelas ideias que percorrem as nossas igrejas e aprisionam a nossa alma? Quero te ensinar algo que libertou o meu coração há alguns meses atrás e tenho certeza que pode te libertar também.
Jonas Madureira afirma que temos problema com o lamento simplesmente porque o confundimos com a murmuração. Certamente a Bíblia é muito clara quanto a inibirmos toda e qualquer murmuração, mas e o lamento? Já entendeu a diferença?
Infelizmente lamentação e murmuração na língua portuguesa acabam possuindo a mesma carga semântica. São sinônimos. Mas é aí onde jaz o problema. Nas Escrituras há uma grande diferença entre estas duas práticas. [1]
Murmuração é a reclamação de alguém que perdeu a fé, de alguém que mergulhado em um dilema resolveu expressar sua dúvida em meio a uma completa amargura. (Ex.15:23,23) Esta atitude não tem louvor, não tem adoração, não tem fé. Só tem reclamação, só a mera expressão da dor.
A lamentação por outro lado é a oração de alguém que não perdeu a fé. É a atitude de alguém que mergulhado em um dilema resolveu expressar sua dúvida em meio ao louvor.
Infelizmente há uma pressão para abafarmos os nossos verdadeiros sentimentos, porque nos é dito que precisamos ter fé, como se os salmistas e os diversos personagens bíblicos não a tivessem. Então, acabamos por externalizar emoções dissimuladas que realmente não sentimos (para agradar as pessoas ao nosso redor e não correr o risco de ser repreendido) enquanto escondemos e lutamos com as verdadeiras emoções que nos consomem como um câncer.
Deixe-me te ensinar uma verdade, VOCÊ PODE LAMENTAR. Isto mesmo, o lamento não é apenas permitido na Bíblia; é frequentemente exemplificado para nós. Perguntas como: por que Senhor? Por que o senhor não livrou o Henrique? Por que o Senhor não o segurou? Por que o Senhor não fez uma intervenção direta com a tua destra poderosa? E afirmações como: Definitivamente não consigo entender o teu amor! Não entendo os teus planos! Como teus planos parecem cruéis! Etc. Será que realmente é errado se irar com a situação a ponto de despejar nossa raiva e perplexidade em Deus? Será que nossas orações sempre devem ser politicamente corretas? Ou não tenho liberdade de dizer para Deus o que de fato estou sentindo? Abrir o meu coração e gritar de dor em meio ao caos. Será que não podemos lançar sobre Ele toda nossa confusão e angústia? Será que Deus não é capaz de ouvir as nossas orações mais fortes, honestas?
Talvez você esteja lendo e pensando: Meu Deus, que heresia! Tem misericórdia deste pastor que escreveu este texto. Mas deixe-me te perguntar: Está espantado com esta ideia? Está sentindo que sou muito audacioso? Calma, continue lendo por favor.
Você já notou que a Bíblia está repleta de lamentos e protestos. E que eles são  provenientes de corações de pessoas que muito amavam e confiavam em Deus? Jeremias por exemplo desejou nunca ter nascido, acusa a Deus de enganá-lo e expressa sua dor a Deus. (Leia Jr. 15:10-21; 17:14-18) Você já notou que existe um livro inteiro na Bíblia chamado Lamentações? É um livro repleto de dor, protesto e petição. E ao mesmo tempo um livro de adoração. Note que louvor e perplexidade se misturam no  coração do crente no momento da tragédia.  (Leia Lm. 2:11,12) E o que dizer acerca de uma categoria de salmos classificada como salmos de lamento? (Leia Sl.10;12;13;28;30;38;56;69 e 88) Ah, o salmo 88! Este não evidencia nenhuma palavra de esperança. Talvez seja por isso que não temos cânticos baseados neste salmo. Certamente não é acidental que na Bíblia haja mais salmos de lamento e angustia do que de alegria e agradecimento.
Se negligenciarmos esta verdade, como poderemos entender o grito de Jesus na cruz? “Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mt.27:46 Creio que se tivéssemos do lado de Cristo naquele momento talvez até o repreendêssemos dizendo: Óh Senhor, não fale isto! Cuidado com a blasfêmia Senhor! Note que este é o mesmo sentimento que temos em relação as pessoas que estão lamentando. Você teria coragem de confrontar Jesus e declarar que Ele estava agindo  de maneira errada?
 Quero encerrar afirmando que lamentações é a voz da dor. Lamentações é a voz da fé lutando para sobreviver em meio a questões sem respostas e ao sofrimento inexplicável. Sim, se está doendo podemos chorar. Podemos lamentar. Saiba que somos livres para nos expressar como os personagens bíblicos, justamente porque também conhecemos a natureza de Deus e seu amor. As pessoas precisam urgentemente saber que possuem a dádiva graciosa do Espírito de Deus de lançar diante de um Deus amoroso todas as suas questões. 


Indico de maneira categórica o livro: O Deus que eu não entendo. Editora Ultimato. Também não deixe de assitir a palestra sobre sofrimento de Jonas Madureira. Este post foi confeccionado com base nestes trabalhos, inclusive com textos na íntegra.

ENTENDENDO O SUICÍDIO


            Há alguns anos atrás, o Henrique marcou uma conversa comigo para tirar suas dúvidas doutrinárias. Eu, na minha inocência achava que se trava de duas ou três questões, mas ele levou uma pequena lista de 15 perguntas. Quando ele começou, me senti na cadeira de um exame doutrinário. As perguntas variavam desde a questão da Criação e Evolução, até dons carismáticos. Dentre suas questões estava à pergunta: o que a Bíblia diz a respeito do suicídio? Não quero com este texto afirmar, nem por um segundo, que ele já estava pensando em suicídio, creio que de fato não era isto, pois este ponto foi o menos discutido. E no decorrer de nossa amizade tratamos de diversas questões e esta certamente foi só mais uma. Lembro que apesar da seriedade das perguntas, tratávamos de todas estas questões de maneira bem “light”. Ele dizia: “está fazendo seminário, agora aguente.”

Alguns crentes também têm me procurado após a tragédia e demonstrado as mesmas dúvidas em relação ao suicídio. Certamente, com a situação difícil que estamos vivenciando após a morte de Henrique a questão exige alguns importantes esclarecimentos.

Gostaria de começar este post afirmando que a salvação é uma dádiva (dom) de Deus Ef.2:8,9.  Salvação não se obtém por obras, não é uma conquista ou um prêmio por bom comportamento. Se dependesse de nós estaríamos destruídos completamente.

            Nunca esqueça que aqueles que foram salvos pela graça ainda continuam vivenciando diariamente uma batalha contra o pecado. O crente apesar de ter um novo coração, continua a lutar contra a sua natureza caída e seus efeitos. Gl.5:17 (A carne milita contra o Espírito). O filho de Deus não é mais escravo, ou seja, não é mais obrigado a agir de acordo com a natureza pecaminosa, mas ainda está sujeito a velha natureza. É por isso que a Bíblia adverte: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (I Co.10:12) O próprio apóstolo Paulo nos mostra um feixe de sua batalha em Rm 7:15-20:

Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.

            Se você leu com atenção esta citação, certamente entendeu que podemos cometer erros mesmo sendo crentes. Ou seja, podemos pecar mesmo sendo habitados pelo Espírito Santo. Quando somos salvos não obtemos a garantia de que não pecaremos mais. Sim, recebemos a permissão e a promessa de que se vigiarmos e combatermos o pecado com unhas e dentes, poderemos com o poder do Espírito Santo ter várias e grandiosas vitórias.

            Infelizmente todos os crentes, refiro-me a NÓS, continuam cometendo erros, e suas consequências são diversas. Alguns erros podemos concertar, mas outros são fatais e irreparáveis.  Este é o caso do suicídio, um pecado motivado por um leque amplo de razões. Não significa que alguém que comete suicídio não confia em Deus. Não significa que alguém que comete suicídio está evidenciando que nunca foi crente. Significa somente que é um pecador, que por não ter o corpo glorificado ainda, está sujeito as enfermidades e angústias desta vida terrena. Stress, depressão, síndrome do pânico etc. Poderia descrever uma lista grande de mazelas que todos nós estamos sujeitos, isto mesmo, todos nós estamos sujeitos.
           
Sei que falar deste tema é um grande tabu social, mas é importante tratar para aliviar muitas almas que estão sobrecarregadas neste momento. De fato, Satanás tenta aumentar a nossa dor por meio de conceitos teológicos errados que aprendemos em religiões opressoras. 

Renato Vargens[1] afirma numa publicação que o suicídio é a consequência DIRETA de uma perturbação psíquica/física. Ele afirma que a tensão nervosa que envolve o individuo, os problemas vividos no cotidiano, além da frágil capacidade emocional de suportar pressões corroboram para o desejo de tirar a própria vida. Eu incluiria o efeito de remédios psiquiátricos que misturados com certas situações, se tornam um verdadeiro "coquetel molotov".  
Infelizmente, e eu reafirmo, infelizmente, uma grande parcela das Igrejas evangélicas ainda acreditam que aquele que comete suicídio está selando o seu triste destino eterno. O suicídio desta maneira assume para alguns a posição de fiel da balança em relação ao destino da alma do crente, ou seja, a morte de Cristo perde de maneira incrível sua eficácia. Gostaria que pudéssemos enxergar que grandioso erro. O destino final de um suicida crente não é o inferno, pois Cristo já pagou por este seu pecado.
Segue abaixo uma abordagem bem consistente sobre o assunto do pastor Renato Vargens.
“A Bíblia ensina que a partir do momento no qual a pessoa verdadeiramente crê em Cristo, ela está eternamente salva (João 3:16). De acordo com a Bíblia, os cristãos podem ter certeza, sem sombras de dúvida, que têm a vida eterna, não importa o que aconteça. “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I João 5:13). Nada pode separar o cristão do amor de Deus! “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Se nenhuma “criatura” pode separar um cristão do amor de Deus, e um cristão que comete suicídio é uma “criatura”, então nem mesmo o suicídio pode separá-lo do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados... e se um cristão verdadeiro, em tempo de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio – também este é um pecado pelo qual Cristo morreu." (1)
Caro leitor, antes que você emita qualquer parecer é certo que todos concordamos que nenhuma pessoa em sã consciência e raciocínio tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental. Isso nos leva a outra pergunta: Pode o cristão sofrer de doença mental? É claro que sim e eu pessoalmente conheço inúmeros casos. Embora alguns especialistas argumentem corretamente que a mente humana é abstrata e, portanto, não pode adoecer, o cérebro é uma entidade concreta e está sujeito às enfermidades físicas. As teorias sobre insanidade lidam com a diferença entre o órgão físico e os pensamentos que ele "processa", mas um fato é irrefutável — desequilíbrios químicos no cérebro comprovadamente provocam comportamento irracional, chegando até e incluindo o suicídio.
Alguns cristãos estão entre aqueles que sofrem do distúrbio bipolar (são "maníacos-depressivos") e precisam tomar medicamentos (à base de lítio, etc.) para controlar a enfermidade. Depressão severa e pensamentos sobre suicídio, junto com "vozes" que incentivam a pessoa a se matar são características trágicas dessa doença mental. Se não for diagnosticada ou tratada, ela pode levar os indivíduos a cometerem atos impensáveis, mas fique descansado que quando isso acontece com um dos filhos de Deus, eles nunca estão sob o risco de perderem a salvação.”
Aproveito para te lembrar que nem precisamos ter grandes desvios de ordem química para que cometamos atos insanos. Quantos já se iraram a ponto de falar o que não deveria, de agir da maneira que não deveria. Uma simples raiva já nos leva a extremos impensados. Alie a raiva ou tristezas a razões de ordem químicas e está montado o cenário. Todos nós precisamos ser vigilantes no que concerne a nossa saúde mental e espiritual. É por isto que o estilo de vida que a Bíblia ensina é tão valioso. Por exemplo: Guardar um dia de descanso, certamente te ajudará a renovar as forças e colocar o espírito agitado em ordem. Mas quantos estão seguindo estes preceitos eternos?
Logicamente que não estou advogando a favor do suicídio, creio que este ponto já deve ter ficado bem claro. Suicídio é pecado. Mas não é um pecado mais poderoso que um assassinato, estupro, roubo etc. E quantos ex-ladrões (lembra do ladrão na cruz?), ex-pedófilos, ex-assassinos já se converteram e estarão no céu? Todo pecado, veja bem, TODO PECADO, passado, presente e futuro foi pago na cruz de Cristo, isto certamente inclui o suicídio de Henrique Klein.
Espero ter ajudado.

GRANDE AMIGO, GRANDE DOR

Henrique Klein

Ai que dor! Como expressar uma dor tão forte? Como posso descrever a dor de perder tão precioso amigo. Uma flecha aguda está cravada no meu coração. Estou com o estômago revirado, olhos encharcados e com um nó na garganta. Desculpe se não te agradam as minhas fraquezas, mas de fato sinto-me impotente, frágil e vulnerável. Não tenho porque dizer o contrário. Que grande homem ele era. Henrique Klein você é inesquecível!
Estou me lembrando de seu sorriso farto e de seu espírito de peripécias. Gostava de aprontar. Ah, se os retiros de carnaval pudessem falar! Quantas madrugadas de conversas. Quantas dúvidas teológicas profundas. Quanto amor você me ensinou a ter por Deus!
Defeitos? Diversos. Não estou querendo pintar alguém que de fato não existia. Mente confusa em muitas questões da vida. Homem sofrido. Meu corinthiano predileto.  Como posso agradecer tudo o que fez por mim? Quanto cuidado com a vida dos homens de Deus. Investiu na minha vida enquanto eu estava no seminário. Me ajudou a realizar um sonho, fazendo uma viagem para São Paulo. Pagou minhas passagens e ainda me deu dinheiro para comprar livros na Conferência Fiel. Muito obrigado meu irmão querido e amado. Eu já tinha te agradecido pessoalmente, hoje expresso em público minha gratidão, pois em vida você nunca me permitiu falar para ninguém.
Aprendi muito com seu relacionamento com Deus. Lembro muito bem que você  se recusava a fazer orações frias, distantes e mecanizadas. Fazia questão de chamar Deus de Paizinho. Quanto zelo por missões. Sim, às vezes metódico e chato, mas amante das coisas certas. Como tive raiva de você na tesouraria da Igreja Manancial. Como minha paciência se esgotava quando tinha que contar o dinheiro 4 vezes seguidas com você, para depois ouvir: será que está certo? Quanta frescura! Quando você chegou com um frasco de álcool em gel na tesouraria, aí foi demais para mim.
Agradeço a Deus por tantos anos de carinho e amor. Por um amigo. Atabalhoado, doidinho, mas um amigo. Estou triste pela sua ausência entre nós. Mas estou feliz por saber que você está com seu paizinho. Por saber que você está com seu Senhor.
Meu consolo é saber que nos encontraremos novamente. Sim, um dia te darei um forte abraço de novo.  E não haverá mais nada e nem ninguém que possa nos separar. Será uma comunhão eterna, sem chance de outra tragédia como esta, pois o próprio Deus garantirá a paz e a segurança eterna. Por crermos na existência de um Deus, por cremos na existência deste encontro, enchemos nosso coração de uma esperança maravilhosa e muito confortante. Crer em Deus é a única opção para satisfazer o nosso coração. Por mais que não entendamos o porquê do acontecimento, a confiança na soberania de Deus ainda é a única solução.


 "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação." II Co.4:17

NÃO VOU PARA IGREJA PORQUE LÁ SÓ TEM HIPÓCRITAS



Certo homem, há muito tempo, resolveu em seu coração achar a qualquer custo uma igreja perfeita. Ele colocou uma mochila nas costas e viajou por todo o mundo em busca do seu sonho. Brasil. EUA, Índia,  Marrocos, Japão etc. Infelizmente por onde ele passava só encontrava defeitos e pecados. Muitas vezes culpava a estrutura do prédio. Templos escuros, claros demais, arredondados, quadrados etc. Quando o prédio era julgado como adequado, começava a achar outros defeitos. Os irmãos eram vistos como hipócritas e insensíveis. Por vezes os diáconos eram tidos como rígidos demais e já havia se tornado hábito encontrar defeitos nas pregações do pastor. O louvor nunca satisfazia, era "parado" e "morno" ou "agitado" e "mundano". Fato é que sempre encontrava defeitos. Nada agradava-o. E assim, a sua procura já perdurava toda uma vida. 

Depois de tanta tempo de diligência e busca começou a perder a esperança, pois a cada igreja nova que conhecia não passava de outra decepção. O que era mais intrigante é que a cada experiência que passara, ficava mais mais exigente. Milhares de igrejas já tinham sido investigadas e todas eram tidas como defeituosas. 

Quando aquele homem já estava preste a desistir de sua jornada,  se deparou com uma igreja muito bonita e que tinha o seguinte escrito em sua fachada: IGREJA PERFEITA. O homem ficou exultante, seu olhos brilharam e seu coração se agitou como nunca antes. Ele estava ansioso para entrar e ter comunhão com aqueles irmãos. Ao chegar na entrada, olhou para dentro do prédio e estranhamente não viu ninguém. Disse em voz alta: Oláá... Há alguém aí? Depois de algum tempo esperando, notou que não havia ninguém, era um prédio abandonado. Ele via um púlpito vazio, instrumentos encostados nas paredes e nenhuma pessoa nos bancos empoeirados. Sem entender nada ele finalmente olhou para o chão e viu um envelope escrito no espaço para o destinatário: Para você, você mesmo! Abriu-o assobrada e rapidamente e se deparou com um bilhete com a seguinte inscrição. POR FAVOR, NÃO ENTRE  NO TEMPLO! Fomos embora, porque esta foi a única maneira que encontramos para preservar esta igreja sem defeitos. 

Finalmente ele entendeu. Uma igreja local sem defeitos é uma contradição de termos. Toda igreja é constituída de pecadores. E eu te pergunto: Você também está um busca de uma igreja perfeita? Por quantas igrejas já passou? Lembre-seque igreja perfeita não existe, e se achar o endereço, por favor, não vá para lá, pois se for, levará todos os seus pecados para dentro dela. Se chegar na Igreja Canaã e achar algumas falhas, o que podemos humildemente te dizer é: Desculpe o transtorno, obra do Espírito Santo em andamento.

Filipenses 1:6  Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

E só para registrar, lembre-se que sempre haverá na igreja espaço para mais um pecador. Perfeito só o Senhor Jesus Cristo.


Não acredita na Trindade? Nem eu!


Calma, calma, calma, ou seja, tenha muitíssima calma. Graças ao Deus Trino não me desviei e não sou herege. ACREDITO NA TRINDADE. E então, que título é este? Significa somente que não concordo em retirar essa doutrina tão importante do livro de Isaías, capítulo 6 e versículo 3. 

Gostaria de propor uma leitura mais cuidado neste texto. Vamos lá:

"E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória."

Neste versículo quero destacar dois detalhes. O versículo inicia dizendo “clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo

Primeiramente é importante notar que estamos diante de um cântico. Notem que eles clamavam uns para outros. E o que posso aprender com isto? Posso aprender que Deus é tão maravilhoso que não há como conhecer a sua pessoa e não cantar em admiração. a adoração brota dos lábios de quem está diante de Deus como um manancial. Deus é completamente santo. Nele não há nenhum pecado, nenhuma impureza ou injustiça. É até difícil de nós pecadores entendermos esta verdade, mas o fato é que Deus é santíssimo. Este é o único atributo de Deus que recebe esta ênfase, que é repetido três vezes nas Escrituras. Isto mesmo, quis dizer ênfase, e somente isto.

O versículo nos diz que Deus não é apenas  santo, mas Ele é santo, santo, santo. O que isto significa? Deixe-me afirmar que por muito tempo tenho escutado uma ideia que considero errada a respeito desta passagem. Creio ser a interpretação mais conhecida e que tem se propagado ao longo dos séculos. Esta hermenêutica é advinda da escola alegórica que alguns pais da igreja defendiam. Tem sido dito que esta repetição tríplice de Isaías tinha como propósito evidenciar as três pessoas da Trindade. Só para desencargo de consciência, quando falo da Trindade, estou me referindo ao Pai, Filho e Espírito Santo. Certo? Mas o que quero esclarecer é que de fato, este versículo não tem nada haver com a Trindade.  A repetição na língua hebraica é apenas um recurso literário. É a maneira desta língua fazer um superlativo. É o mesmo que dizer que Deus é santíssimo em português. Sei como é legal ver a doutrina da Trindade em quantas passagens bíblicas pudermos, mas temos que ter cautela e responsabilidade. Como alguns colegas sempre diziam: "Cuidado para não ver chifre em cabeça de cavalo". 

A referência à doutrina da Trindade na declaração dos serafins, "santo, santo, santo" não tem base linguística, pois temos outros exemplos de repetições triplicadas nas Escrituras, e estas mesmo sendo tríplices, não apontam para a Trindade. Vamos ver alguns exemplos:

Ez.21:27  Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei.

Jr.22:29  Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR!

        Viso com este esclarecimento te alertar, no que concerne a ter mais cuidado e critério ao atribuir um significado a determinada estrutura  linguística. Só para deixar claro, creio na Trindade e inclusive creio que há uma referência a trindade na seção de Isaías 6, mas esta não está ligada a simples repetição da palavra santo. 

         Espero ter ajudado, abraço. 

CASTELO FORTE É PARA OS FRACOS



             Logo abaixo estarei compartilhando a letra de uma música que sempre achei ultrapassada. Sendo bem honesto, sempre achei esta música enfadonha. Mas hoje coloco as mãos nos lábios, pois reconheço que falei do que eu não entendia. A música de Lutero  tem se mostrado como um valioso bálsamo para minha alma abatida. Lutas espirituais, é disto que o reformador estava falando e eu também. Entendi depois de uma situação dramática que castelo forte é para os fracos, e é assim que me sinto. Minúsculo, sem forças e pó diante das duras lutas espirituais, mas protegido e abrigado por um grandioso castelo, Cristo Jesus. Obrigado Lutero, e peço encarecidamente desculpas pela minha grandiosa ignorância. Segue abaixo a letra da música, leia e reflita. Use-a como uma oração, foi isto o que aprendi no último domingo.

Castelo forte é nosso Deus, 
Amparo e fortaleza: 
Com seu poder defende os seus 
Na luta e na fraqueza. 
Nos tenta Satanás, 
Com fúria pertinaz, 
Com artimanhas tais 
E astúcias tão cruéis, 
Que iguais não há na Terra.


A nossa força nada faz: 
Estamos, sim, perdidos. 
Mas nosso Deus socorro traz 
E somos protegidos. 
Defende-nos Jesus, 
O que venceu na cruz 
O Senhor dos altos céus. 
E sendo também Deus, 
Triunfa na batalha.


Se nos quisessem devorar 
Demônios não contados, 
Não nos podiam assustar, 
Nem somos derrotados. 
O grande acusador 
Dos servos do Senhor 
Já condenado está: 
Vencido cairá 
Por uma só palavra.


Que Deus a luta vencerá, 
Sabemos com certeza, 
E nada nos assustará 
Com Cristo por defesa. 
Se temos de perder 
Família, bens, poder, 
E, embora a vida vá, 
Por nós Jesus está, 
E dar-nos-á seu reino.