O Feminismo e a verdadeira liberdade


O feminismo lutou tanto pela emancipação da mulher e pelo direito a liberdade que acabou escravizando-a. O desejo do Movimento era transformar o mundo em um local completamente equilibrado, onde o machismo fosse abolido e restasse apenas um local habitado por andrógenos exatamente iguais, exceto por alguns pequenos detalhes anatômicos.

Não se pode negar que o Movimento teve suas conquistas. Hoje a mulher pode fazer uma faculdade, trabalhar fora, ter direito a aposentadoria etc. Mas em contrapartida, ela perdeu o direito de ser mãe e esposa de tempo integral. Como assim? É exatamente isto, teve seu direito caçado. Se você notar, visualizará uma pressão social terrível sobre todas as mulheres que declararam ter prazer em cuidar exclusivamente da família.  Mulheres que querem e escolhem cuidar do lar são tidas como “bestas”, “ultrapassadas” e por vezes “ignorantes”.

Mas será que a sociedade realmente tem agido assim? Faça um teste. Eu te desafio a folhear as páginas de qualquer livro escolar de seus filhos em busca de uma única figura que exalte o trabalho que as mulheres fazem como mães e esposas. Na nossa sociedade, este tipo de serviço tem sido visto como vil, escravo ou um mísero e patético papel de uma pessoa iletrada. Note quão raro é escutar uma noiva dizer: “não quero trabalhar fora depois que casar.” Posturas assim, são taxadas como absurdas e completa alienação. Infelizmente o papel da mulher na família é visto assim, porque o valor de uma mãe e de uma esposa simplesmente tem sido extirpado do registro de cultura oficial. Para sermos honestos nesta abordagem, apenas o comércio e a mídia valorizam bastante o dia das mães e por motivos não tão nobres assim.

Em um artigo do jornal Los Angeles Times de 11 de fevereiro de 1993 (A erosão da igualdade russa), muitas mulheres russas afirmaram que encaravam a verdadeira liberdade como a capacidade de serem mães e esposas em tempo integral. Opção esta, que há muito tempo fora proibida. Uma pesquisa de opinião pública na Rússia constatou que muitas mulheres não trabalhariam fora se tivessem escolhas. Mas como assim ter escolhas? Elas não são livres? Pois é, deveriam ser. Conseguiram a tão sonhada projeção social, a tão sonhada liberdade, mas o fato é que se libertaram de algumas cadeias para serem presas por outras.

Fato é que a realização profissional nunca poderá proporcionar a alegria de cuidar, educar e proteger um filho. O que acontece nos nossos dias? As mulheres estão trabalhando fora e os filhos estão entregues a educação de babás e as escolas de dois turnos. Em detrimento de um grito como o do Ipiranga, os filhos estão sendo sacrificados no altar de Baal. Há longo prazo, certamente a sociedade vai sofrer as consequências de suas próprias decisões.  


Quero encerrar este post afirmando que eu não sou a favor do machismo. Mas também não sou a favor do feminismo. São dois opostos perigosos e pecaminosos. Se você é mulher e tem a oportunidade de trabalhar fora e prosseguir na carreira profissional, amém. Tenho apenas dois alertas para fazer. Cuidado para não sacrificar o que há de mais importante na vida, por causa de um sonho implantado em sua mente pela sociedade. Cuidado com o orgulho ferido da mulher, o desejo de provar que pode e consegue ser melhor do que o homem. E por favor, você que luta a favor dos direitos das mulheres, coloque na sua pauta o direito da mulher de ser esposa e mãe de tempo integral sem ser recriminada. Seja militante de uma verdadeira liberdade feminina. Cuidado com a opressão silenciosa!

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