Os humilhados serão exaltados


A SI MESMO SE HUMILHOU
Filipenses 2.8
C. H. Spurgeon

Coloque-se ao pé da cruz e conte as gotas de sangue por meio das quais você foi purificado. Veja a coroa de espinhos e os ombros de nosso Senhor ainda feridos e jorrando o fluxo vermelho de seu sangue.
Contemple as mãos e os pés de nosso Senhor cravados pelo ferro áspero, bem como todo o seu Ser desprezado e escarnecido. Veja a angústia, o sofrimento e as dores intensas da agonia íntima do Senhor
revelando-se em sua aparência exterior. Ouça o deprimente clamor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46) Se você não está humilhado na presença de Jesus, ainda não O conhece.
Você estava tão perdido, que nada poderia salvá-lo, exceto o sacrifício do unigênito Filho de Deus. Visto que Jesus se humilhou por causa de você, prostre-se em humildade aos pés dEle. Uma compreensão do
admirável amor de Cristo possui mais tendência de humilhar-nos do que a compreensão de nossa própria culpa. O orgulho não pode subsistir debaixo da cruz. Assentemo-nos ali e aprendamos nossa lição.
Depois, levantemo-nos e a coloquemos em prática.

Extraído do livro “ Leituras Diárias”, vol. 1, Editora Fiel.

GUERRA DOS MUNDOS

         

  Dois amores fizeram as duas cidades: o amor de si até ao desprezo de Deus ― a terrestre; o amor de Deus até ao desprezo de si ― a celeste. Aquela glorifica-se em si própria ― esta no Senhor; aquela solicita dos homens a glória ― a maior glória desta consiste em ter Deus como testemunha da sua consciência; aquela na sua glória levanta a cabeça ― esta diz ao seu Deus: Tu és minha glória, tu levantas a minha cabeça; aquela nos seus príncipes ou nações que subjuga, e dominada pela paixão de dominar ― nesta servem mutuamente na caridade: os chefes dirigindo, os súbditos obedecendo; aquela ama a sua própria força nos seus potentados ― esta diz ao seu Deus: Amar-te-ei, Senhor, minha fortaleza; por isso, naquela, os sábios vivem como ao homem apraz ao procurarem os bens do corpo, ou da alma, ou dos dois: e os que puderam conhecer a Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe prestaram graças, mas perderam-se nos seus vãos pensamentos e obscureceram o seu coração insensato. Gabaram-se de serem sábios, (isto é, exaltando-se na sua sabedoria sob o império do orgulho) tornaram-se loucos ― e substituíram a glória de Deus incorruptível por imagens representando o homem corruptível, aves, quadrúpedes e serpentes. (porque à adoração de tais ídolos conduziram os povos ou nisso os seguiram) e veneraram e prestaram culto a criaturas em vez de ao Criador que é bendito para sempre, ― mas nesta só há uma sabedoria no homem: a piedade que presta ao verdadeiro Deus o culto que lhe é devido e que espera, como recompensa na sociedade dos santos (tanto dos homens como dos anjos), que Deus seja tudo em todos.
Fonte: www.monergismo.com - Santo Agostinho, A Cidade de Deus, Vol. II (Edição da Fundação Calouste Gulberkian, abril 1993; tradução de J. Dias Pereira), p. 1319-1320.

SANTO DO PAU OCO



 

Quantas e quantas vezes escutamos as seguintes frases arrogantes quando nos propomos a tentar corrigir um erro: Só quer ser o santinho! Hipócrita! Santo do pau oco! Só quer ser o certinho! Infelizmente sempre que nos colocamos na comissão de frente daqueles que tentam refrear o mal, somos retaliados. Sempre que precisamos exortar alguém, sempre que se faz necessária uma palavra de reprimenda e juízo, recebemos no mínimo o sarcasmo como recompensa. 

Certa vez, ao dar um conselho sobre determinado comportamento, escutei: saiba que ninguém é perfeito viu! Na ocasião, tirei vários coelhos argumentativos da minha carlota moral e acabei tendo um momento muito desgastante. Depois deste evento fiquei me questionando: qual deverá ser minha resposta de hoje em diante a este tipo de argumentação? Será que a Bíblia tem algo específico que possa me ajudar? Lendo a Bíblia estes dias achei uma excelente resposta. Quer saber qual é? Vá ler a Bíblia. Kkkkkkk! Brincadeira, deixe-me compartilhar com você o que Deus me ensinou (Fp. 3:12-14):

12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.
13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,
14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Que Deus te abençoe.

ESCOLA DE ORAÇÃO

   Estudar o livro de Neemias é o mesmo que se matricular numa escola de oração. Este servo do Senhor é um grande  exemplo de um homem que ora. Note que a vida de oração foi o segredo da vitória da campanha em Jerusalém.


ORAÇÃO:

 a) – Neemias orou ao receber informações detalhadas da situação caótica de Jerusalém destruída e de um povo em miséria e fome. Ne 1. 2-11.
b) – Neemias orou ao abordar o assunto com o rei Artaxerxes e diante da espontaneidade do monarca a respeito. Ne 2. 1-4.
c) – Neemias orou diante da zombaria e escárneo de Sambalate e Tobias. Ne 4. 4-5. Neemias não se deu à discussão, mas à oração.
d) – Neemias orou ao estabelecer uma guarda de vigilância armada. Ne 4. 8.
e) – Neemias orou diante da insistência dos inimigos assediadores e ameaçadores. Ne 6. 9.
f) – Neemias orou próximo ao dia da conclusão da restauração dos muros. Ne 6. 14.
g) – Neemias orou conjuntamente com o povo fazendo confissão e pedindo a Deus uma renovação de votos de fidelidade. Capítulo 9.
h) – Neemias orou três vezes – Ne 13. 14, 22, 29 – rogando a beneficência de Deus, sua bondade e que seu zelo tratasse com os sacerdotes e levitas contaminados.


Filipe e o ovo da Páscoa


          Uma professora ensinava uma aula de alunos do terceiro grau. Nesta aula havia uns 10 alunos, todos na faixa de oito anos. Um dos seus alunos era um menino chamado Filipe. Filipe tinha síndrome de Down. Apesar de aparecer feliz, Filipe mostrava cada vez mais sua sensibilidade. Ele se sentia diferente dos outros alunos. Se vocês conhecem algumas crianças de 8-10 anos vocês devem saber que as vezes elas podem ser um pouco insensíveis. É justamente nesta idade também que a criança está querendo cada vez mais ser aceita pelos seus amigos.

          Infelizmente, Filipe, apesar dos esforços da professora, não foi aceito pelos outros meninos. Mesmo assim, a professora fez tudo possível para que Filipe se sentisse uma parte da turma. Filipe não escolheu ser diferente. Ele não queria ser diferente dos outros alunos mas ele era. E todos sentiram isso. Esta professora foi bastante criativa. Um ano, durante a páscoa ela levou para a sua aula dez ovos plásticos vazios. Cada aluno iria receber um ovo. O objetivo era que cada aluno saísse para o jardim e procurasse  um símbolo de vida renovada, de vida nova, um símbolo da Páscoa. Depois, eles iriam misturar todos os ovos e abri-los para ver o que tinha dentro.


          Todos os alunos saíram correndo para achar algo para colocar dentro do seu ovo. Em pouco tempo, todos voltaram e depositaram seus ovos numa mesa. Daí a professora começou a abrir os ovos. Ela abriu um e dentro tinha uma flor. Todas as criança ficaram admiradas. Ela abriu outro e tinha dentro uma borboleta. As meninas disseram “Ai que lindo! Que bonito!” Os meninos não disseram muita coisa , por que meninos são assim, não é?

           A professora abriu um terceiro ovo, mas não tinha nada dentro. Imediatamente todos começaram a rir e gritar “Isso não é justo. Que coisa estúpida. Alguém errou!” Foi quando a professora sentiu alguém puxando sua blusa. Ela olhou e viu que Filipe estava ao seu lado. “É meu” disse Filipe. “É meu.” As crianças começaram a rir e dizer “Ah Filipe, você nunca faz nada certo! Você tá sempre por fora!” “Eu fiz certo, eu fiz” disse Filipe. “É o túmulo. O túmulo está vazio!” Toda a aula ficou em silencio. Ninguém disse nada. E você pode acreditar, ninguém nunca mais disse a Filipe que ele era estúpido ou que fazia sempre as coisas errada. De repente Filipe foi aceito pela turma.


          Naquele mesmo ano Filipe faleceu. Sua família sabia por muito tempo que ele não iria viver uma vida longa. Muitas coisas estavam erradas com seu pequeno corpo. No final de Julho, com uma infecção que qualquer um dos seus amigos teria sobrevivido, Filipe faleceu. Seu velório foi realizado na igreja que os pais dele frequentavam. No dia do seu velório, nove crianças de oito anos de idade foram para a frente da igreja e colocaram em cima do seu caixão um ovo de plástico - vazio.

O CRISTIANISMO E A BICICLETA ERGOMÉTRICA

bicicleta ergométrica

Certamente você conhece a bicicleta ergométrica. Não, não é um aparelho de tortura, na verdade, é uma dádiva para os “fofinhos” como eu. (Risos). Deixe-me compartilhar com você uma experiência. Há algum tempo atrás, quando estava pedalando na academia igual um louco, imaginando que era um atleta de elite, me veio o seguinte pensamento: Pra onde estou indo com tantas pedaladas? É engraçado que o óbvio para algumas pessoas demora a ser percebido! (Risos) Sabe o que notei? Está curioso “né”? “Tá” bom vou contar. Percebi que apesar de todo esforço, suor e dedicação, eu não saía do lugar. (Risos) Então, parei por um minuto e como se tivesse feito a mais genial descoberta do mundo, refleti que aqueles quilômetros demarcados no painel da bicicleta, de fato, eram apenas ilusórios, pois continuava prostrado na mesma sala e não tinha me movido nem sequer um centímetro, quando mais milhares de metros. 

Algumas vezes pensei ser louco, pois em muitos momentos, quando estava a me exercitar neste fantástico aparelho, me peguei imaginando nos destinos mais diversos que poderia chegar. A minha criatividade me levava a fechar os olhos e imaginar que esta subindo uma íngreme serra, ou participando do “Tour da França” (Uma competição ciclística famosa) ou até mesmo fazendo algumas viagens pelo mundo com apenas a bike e uma mochila nas costas. Veja só, como a mente humana é extraordinária, não é? Apenas vinte minutinhos debruçado sobre uma máquina e já é o suficiente para sonhar muito alto.

Eu não sei se você já parou também para pensar que a vida de muita gente é como um gordinho sobre uma bicicleta ergométrica. Vão pedalando com todo vigor possível apenas para detectar esbaforidos que não estão saindo do canto da parede. Apesar de todo esforço nunca chegam a lugar nenhum. O máximo que conseguem é fugir da realidade. Vivem como se estivessem num conto de fadas ou participando de uma novela da Rede Globo. Como é triste notar que as pessoas também não conseguem enxergar o óbvio. Que suas vidas são vazias, que tudo não passa de fumaça, de uma nuvem passageira.

Os anos são como o tempo que investimos em cima de uma bicicleta de academia. Quando o tempo se esvai, a pergunta que fica é? Aonde cheguei com tantas pedaladas? Para que serviu tanto esforço? Será que foi tudo uma mera ilusão? Como é triste uma vida desperdiçada. Uma vida sem nada concreto para poder avaliar. Por isto, quero te advertir: cuidado. Os anos passam muito rápido e nem percebemos. E não vale apena viver só para detectar no final que não chegamos a lugar nenhum. Por isto permita-me compartilhar com você um versículo bíblico. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser.” (1Timóteo 4:8)

          Este texto bíblico nos diz que se vivermos de maneira santa, segundo as Escrituras, chegaremos, finalmente a um ótimo lugar - o Céu. A verdade é que quando nos arrependemos de nossos pecados e aceitamos a Cristo como o único e suficiente salvador, não desperdiçamos a vida. Nem agora e nem no porvir. Quer viver na certeza de que sua vida não está "sentada" numa ilusão (bicicleta ergométrica)? Entregue sua vida a Jesus Cristo agora mesmo.                                                                                                                             

QUESTIONAR É FÁCIL, QUERO VER DAR A RESPOSTA.


Gostaria de neste post tratar sobre algo chamado Desconstrucionismo. Ok, sei que já deu vontade de parar de ler, mas aguente um pouquinho, creio que vai compensar.

Quando falamos de desconstrução, estamos nos referindo a um conceito elaborado pelo filósofo Jacques Derrida. Este homem com sua nova teoria afirma que “Não existem fatos, apenas interpretações”. Para ele, a desconstrução não quer dizer exatamente destruição, mas sim uma nova tendência a desmontar a interpretação tradicional do texto filosófico e literário peculiares à cultura ocidental, desestruturando suas "verdades" e valores em benefício de uma visão pluralista dos significados. Ou seja, cada um tem a sua interpretação da obra; cada um, seu ponto de vista; cada qual, sua verdade, ainda que esta seja diametralmente dissonante de qualquer das verdades alheias.

A verdade é que tal “teoria” está sendo abertamente distribuída a quase todos os estudantes das universidades. De fato, é quase impossível encontrar um livro-texto recente sobre Literatura, Artes, Sociologia, Antropologia, Filosofia ou Cultura que não contenha frases tais como: “Segundo Derrida...” ou, “Como Foucault tem mostrado”.

Derrida começa questionando a noção de centro no conceito de estrutura, buscando, com isso, desvencilhar-se da noção de núcleo (sentido único do texto). Foucault dá um passo além aplicando esta teoria linguista a cultura e moralidade com obras como: Loucura e Civilização (1961); Morte e Labirinto (1963); e História da Sexualidade (1976-1984) etc.

O que eu gostaria de destacar neste artigo é que, o que estes filósofos estão chamando de Desconstrucionismo, eu comparo com o que a minha filha de três anos faz com seus brinquedos. Vejo sempre um enorme prazer nela de desmontar as coisas. Tem uma enorme facilidade de remover todas as peças, só para depois detectar que não tem nem ideia de como se monta. A desconstrução filosófica também é assim, desestrutura tudo e não estrutura nada. Tira a razão de tudo e não dá razão para nada. Questiona tudo e não dá resposta para nada. Convenhamos que não se precisa de muito para desconstruir, mas construir já é outra história. O grande problema da desconstrução é que sem um plano de reconstrução, acabou a brincadeira. O brinquedo não serve mais para nada, aliás, nem de brinquedo pode ser mais chamado, pois não passa de peças soltas que só servem para serem jogadas no lixo.

Desconstruir a casa de alguém parece interessante, mas deixa-la na rua é pior. Derrubamos a moradia filosófica das pessoas simplesmente para oferecer a elas um lugar debaixo da ponte. Eu acredito seriamente que algumas ideias, pressupostos e filosofias, de fato, precisam ser analisadas e quebradas, pois são absurdas. Mas retirar o lixo da mesa e oferecer comida apodrecida não tem nada de nobre. Volto a afirmar, a questão não é apenas quebrar, e sim ter uma nova proposta de reconstrução. E lembrando que este novo edifício precisa ser melhor do que o anterior. 

A verdade é que aplica-se a desconstrução em relação à moralidade judaico-cristã, com alegações barateadas de que tais posturas são ultrapassadas e caducas, mas não se oferece nenhuma outra base sólida, a não ser um relativismo com nariz de palhaço. É muito fácil ser um crítico em relação às igrejas e o cristianismo, mas o que você tem para oferecer? Infelizmente as pessoas são ávidas e fortes em suas críticas mordazes, mas  todas as vezes que são inquiridas sobre o que defendem, encaram a pergunta com um vazio deprimente  no olhar, por não terem nenhuma resposta razoável e coerente. Quando não, são sarcásticas, usando do subterfúgio de um linguajar pseudo acadêmico cintando meia dúzia de intelectuais.

            A minha pergunta é: desconstruir é fácil, mas para construir o que? Ou usando ainda a ilustração da minha filha de três anos: desmontar os brinquedos para brincar com o que? A última vez que perguntei isto para ela, escutei: “Depois papai compra outro.” Ou seja, assim como uma criança, quebramos tudo, em troca de um minuto de êxtase só para depois passarmos o resto da vida fazendo bico, chorando e suplicando por outro brinquedo. 

VOCÊ É UM CRENTE URUBU?


Sempre que lembramos de um urubu, de imediato lembramos de sua prática nada agradável ao nosso paladar. O urubu é um animal pouco admirado, poucas pessoas aceitariam, como elogio, serem chamadas de urubu. Até mesmo dentre os clubes esportivos, encontramos como mascote, a bela e majestosa águia, o búfalo, o rinoceronte, o Pit-bull, mas nunca o urubu? Espera aí pastor, e o Flamengo? Ah, me desculpem, é verdade! Isto explica muito coisa. Kkkkk! Brincadeira!!! 

Deixando os gracejos um pouco de lado, hoje quero falar sobre algo mais sério. Desejo afirmar que os crentes não devem viver como os urubus. Infelizmente, muitas vezes, este é o caso. Vejo pessoas se identificando muito, mais muito mesmo, com os estas aves. Creio que você já sabe que o urubu, também conhecido como abutre, é uma ave de rapina que se alimenta de carne de animais mortos. E é exatamente este o ponto. Como assim? Por que o senhor está afirmando que muitas pessoas se identificam com eles? Calma, vou explicar.

É muito triste afirmar isto,  e faço com grande pesar, mas a realidade é que assim como os urubus, muitas pessoas parecem possuir uma atração inexplicável pela carniça, pela desgraça, por tudo aquilo que cheira mal. Infelizmente, parece que quanto mais detalhes sabem sobre o infortúnio de alguém, mas desejo possuem de saber mais e jogar o pó do cadáver cremado no ventilador.

Veja que quanto mais fede a situação, mais o olfato da alma se deleita. E sabe por que isto acontece? Por causa da nossa natureza pecaminosa. Que é podre e imersa em veneno. Não é por acaso que em Is.64:6 somos descritos como o imundo, ou seja, alguém que segundo os vários casos da lei mosaica, estão aqueles que tinham uma doença contagiosa e os que tinha tocado em um cadáver. Tiago no N.T. diz que somos como serpentes, cascavéis com a língua cheia de peçonha. E que dominar a língua nos torna perfeitos.


 Precisamos lembrar que matar a nossa velha natureza deve ser o alvo de todo crente. Precisamos  nos revestir de misericórdia. Adestrar os nossos lábios para falar o que edifica. Treinar os nossos corações para amarem o bom perfume de Cristo e não o perfume da morte. Cuidado em continuar a se alegrar e ter prazer na queda dos irmãos, pois precisamos chorar com os que choram. Batalhe para se parecer cada dia mais com o Senhor Jesus Cristo. Certamente ele se condoía e lamentava a proliferação do mal.  Não deixe que Satanás use seus lábios para proliferar o pecado, a tristeza, a discórdia e a maldade. Seja um arauto de boas-novas. 

Quero encerrar com a seguinte reflexão: Já imaginou se fossemos tão ávidos para pregar como para fofocar? Decida urgentemente largar a prática do boatar e seja um evangelista, pois a Bíblia afirma: "quão  belos são os pés de quem anuncia o evangelho". Abração

OBS - Continue torcendo e vibrando com seu Flamengo. Certamente, ser corintiano é muito melhor, mas... Lembre-se, que o que importa de fato, é nunca torcer e vibrar com a queda e a desgraça na vida das pessoas. 

UM PEDIDO DE CASAMENTO NADA TRADICIONAL

        

          Não sou tão velho assim, e ainda posso me lembrar do tempo em que um homem, quando pretendia pedir a mão de uma mulher em casamento, procurava o pai dela. Era uma espécie de código de honra. Uma demonstração de respeito pela família e pelo líder do lar. Era algo classificado como cavalheirismo. Infelizmente, abre aspas, hoje só se observa “cavalice”, mas deixa pra lá.  Fazendo uma viagem no tempo, quero agora que você conheça um honestíssimo pedido de casamento. E "bote honesto nisto"! Nada do tradicional "casa, comida e roupa lavada". Na verdade Adoniran Judson (missionário na Birmânia) foi bem específico e direto quando escreveu para o pai de Ann Hasseltine, note:

"Tenho agora que pedir se o senhor poderá consentir separar-se de sua filha no início da próxima primavera, para não mais vê-la neste mundo; se pode consentir que ela parta, e que seja sujeita às durezas e os sofrimentos da vida missionária; se pode consentir em que se exponha aos perigos do oceano, à influência fatal do clima do sul da Índia; a todo tipo de necessidade e estresse; a degradação, a insultos, perseguição e talvez uma morte violenta. Será que o senhor pode consentir em tudo isto, por amor Aquele que também deixou seu lar celeste, e morreu por ele e pelo Senhor; por amor a almas imortais que perecem; por amor a Sião, e a glória de Deus?  Poderá consentir tudo isto, na esperança de em breve encontrar-se com sua filha no mundo da glória, com a coroa da justiça, polida com as aclamações de louvor que redundarão ao Salvador dela, dos ateus salvos por meio dela, do sofrimento e desespero eterno?"


Fica a dica: Se você é solteiro, e principalmente se é pastor, seminarista ou missionário não engane a moça e a família. Alerte bastante sobre os desafios do ministério. Se inspire em Judson! E quer saber o resultado do pedido de casamento do missionário da Birmânia? Será que o pai deixou ou não? Só um pouquinho de suspense. kkkkkk. O Pai de Ann disse “SIM”. E ela? Também viu! 

OS INCOMODADOS QUE SE RETIREM

                                   
Estar próximo de Jesus, estar com ele, deitar-se aos seus pés, são as palavras de efeito de muitas músicas. Este é o brado de muitos “evangélicos”. Contudo, ao que parece, eles, com estas frases, só almejam um Jesus que lhes dê consolo, que supra as suas necessidades, que lhes dê apoio. De fato, as pessoas que estavam próximas de Jesus recebiam de sua graça, eram salvas, curadas e consoladas. Mas, a maioria se esquece que Jesus era santo e justo e que as pessoas que andavam perto dele tinham seus pecados mais expostos. Se esquecem também que Jesus não deixava de condenar os pecados chamando os seus seguidores a mudarem de vida e a tomarem a sua cruz para poder segui-lo.

Atualmente, não se pode quase falar sobre pecado nas igrejas. Ninguém pode mais ser repreendido, sim, ser chamado à atenção por uma prática que não condiz com a Bíblia. Tudo está envolvido na filosofia do “politicamente correto”, “você tem suas práticas, eu tenho as minhas”. Há uma massa de crentes “não me toque”, pessoas que não querem ser advertidas quando estão erradas, que tratam a igreja como um clube do qual podem entrar e sair se não estiverem satisfeitas.

Essas são as mesmas pessoas que cantam dizendo: "quero andar ao teu lado, Senhor!"  Será mesmo? Será que elas cantariam e desejariam a mesma coisa se: Quando chegassem para o culto e Jesus conhecendo o coração lhes dissesse: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,   deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." Ou quando estivessem caminhando pela rua e fossem virar o rosto ouvissem:  "qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela." Ou depois de irem domingo após domingo à igreja, ouvissem: "Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!" Ou quando estivessem diante dos amigos de faculdade e trabalho e o nome de Cristo sendo blasfemando, mas para não perderem a amizade deles ficassem calados, ouvissem: "Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos."

Jesus seria um incomodo para as suas vidas. Eles não quereriam estar próximos a alguém dessa forma, pois não querem que alguém lhes repreenda e diga que suas vidas não passam de hipocrisia. Jesus, hoje, seria tido como um bruto e antiquado. O que aconteceu naquela época foi que “muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele”. E não o é diferente hoje. Quando muitos são confrontados com o verdadeiro evangelho, com o verdadeiro Jesus e seus ensinos, logo vão embora. Neste caso os que se incomodaram com Jesus é que foram embora. E você? A pergunta de Jesus que também precisa responder é: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Espero que a sua resposta seja a mesma de Pedro. Jo 6:68